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Qual xampu comprar ?

Muito além de limpar. Hoje, o que se vê nas prateleiras é uma variedade de xampus que prometem cuidar dos cabelos que antes só teriam tratamento com ajuda profissional. Há os que tonificam, hidratam e nutrem fios mistos (oleosos na raiz e secos nas pontas), ressecados, tingidos, com alisamentos e relaxamentos, crespos e cacheados. Se você, na pressa, escolhe um xampu para cabelos secos e o seus fios são oleosos, as madeixas ficam pesadas e com aspecto de sujeira. Se usar um produto para cabelos oleosos e eles forem tingidos, certamente ficarão secos e a tintura vai desbotar mais rapidamente. Mas não há como negar que os fios cacheados e crespos, sejam naturais, sejam tratados quimicamente, são os que mais sofrem com o ressecamento se você não optar pelo xampu adequado. Segundo Gennaro Preite, cabeleireiro e consultor técnico da Condor, os crespos apresentam com frequência fios ressecados e arrepiados. “Esse tipo de fio necessita de atenção redobrada, porque os cachos e ondas impedem que a lubrificação natural fabricada pelo couro cabeludo chegue até as pontas”, informa.

Além do formato dos fios, alguns hábitos impedem que os cabelos fiquem sedosos: lavá-los com xampu muito detergente, não enxaguar bem e usar água quente são as causas mais comuns da falta de brilho. O correto é remover bem esses produtos dos fios e enxaguar com água morna ou fria.

Limpeza profunda? Cuidado!

Dentre os xampus existentes no mercado, você deve ter mais cuidado com o anti-resíduo ou o de limpeza profunda. Afinal, esse tipo de cosmético pode alterar a duração de algum processo químico, por ser mais abrasivo. “Ele é utilizado antes da escova progressiva ou na selagem dos fios; para eliminar resíduos de coloração; ou, ainda, quando o resultado após a tintura não foi aquele tom desejável”, afirma Preite. “Nesses casos, não é preciso aplicar descolorante à base de potássio, que causa grande oxidação dos fios, deixando-os ressecados e sem brilho”, informa. “Ainda assim, esse tipo de xampu não deve ser usado no dia a dia em cabelos tingidos nem em fios secos, pois retira toda a proteção natural, deixando-os ainda mais fragilizados”, orienta.

O produto ideal para seus fios

Secos e danificados: são frágeis, opacos, quebradiços, ásperos e quase sempre rebeldes. Lave duas ou três vezes por semana, no máximo. O xampu deve possuir um pH normal e conter agentes detergentes menos potentes (que não espumam).

Com química (relaxamento e progressiva): podem ser tratados com um xampu de ação hidratante, umectante e emoliente, já que sofrem bastante com os agentes presentes nos processos químicos que mudam a estrutura dos cabelos.

Tingidos ou com mechas: o xampu deve oferecer hidratação extra, pois as tinturas tiram a oleosidade natural dos fios, deixando-os secos. Costumam ter substâncias leves e pH neutro com derivados, como a lanolina e a proteína hidrolisada, que protegem a cor; e também podem contar com folículos de pigmentos, que ajudam a prolongar e reavivar a tonalidade dos fios.

Normais: como não apresentam nem excesso nem falta de oleosidade, precisam de um xampu que mantenha o equilíbrio natural e não interfira na estrutura dos fios.

Oleosos: necessitam de produtos que removam o excesso de gordura produzida no couro cabeludo, que regulam essa atividade e deixam os cabelos limpos por mais tempo.

Raiz oleosa e pontas secas: os ideais são os que possuem extratos vegetais como sálvia, broto de bambu e hortelã, que eliminam a sujeira da raiz sem ressecar as pontas.

Cacheados: xampus que retiram o excesso de volume, desembaraçam e definem os cachos. Têm derivados da glicose e agentes antiestáticos, como a queratina e a proteína da seda, que ajudam a eliminar o frizz.

Afro: sempre seco, precisa de limpeza e cortes regulares. O xampu indicado é o de baixo poder de detergência, para não ressecar mais ainda os cabelos superencaracolados.

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Cuidados com o Cabelo

Cuide bem do seu cabelo

Durante os dias mais quentes do ano existe um verdadeiro complô contra os cabelos. O sol, a água do mar e os produtos químicos usados nas piscinas penetram nos fios, deixando-os ressecados, quebradiços, com pontas duplas, sem brilho e balanço.

De acordo com o tricologista (especialista em cabelos e couro cabeludo) Luciano Barsanti, do Instituto do Cabelo, de Sao Paulo, para evitar esses problemas, o melhor é manter os fios bem hidratados.

Em casa, use máscaras e cremes nutritivos.

Passe uma camada no cabelo limpo e úmido, indo da altura da orelha até as pontas. Preserve o couro cabeludo, pois o creme pode deixá-lo oleoso. Repita o procedimento uma vez por semana.

Na praia ou na piscina, use sempre boné ou chapéu para proteger as madeixas.

Conheça os agressores do verao e os prejuízos que cada um traz aos seus fios:

Sol

Os raios ultravioleta degeneram a queratina, proteína que forma o fio. Sem essa proteçao, o cabelo perde água e fica áspero. Além disso, a oxidaçao provocada pelo sol causa fotoenvelhecimento, atingindo a elasticidade, a resistencia e até a cor dos cabelos.

Cloro da piscina

Os produtos químicos enfraquecem e alteram a composiçao dos fios.

O cabelo claro pode ficar esverdeado. Essa alteraçao tende a desaparecer nas próximas lavagens.

Sal do mar

Deixa os fios ressecados, já que absorve a água natural do cabelo. Além disso, intensifica os efeitos destrutivos dos raios solares.

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Cabelo: Cabelos médios

Cabelo

A hora e a vez dos cabelos médios

Paola Oliveira


Na altura dos ombros, com base reta atrás e fios levemente repicados, o corte ganha leveza e aparece muito mais com o efeito da escova. A franja longa e desfiada na altura do queixo emoldura o rosto da atriz.

Juliana Paes


A atriz retirou o megahair que usava em Caminho das Índias, mantendo os cabelos com base reta abaixo dos ombros e desfiados a partir do queixo, garantindo, assim, mais leveza à franja longa, seja com os fios secos naturalmente, seja à base de escova.

Tais Araujo


Os longos cabelos da atriz são exceção, já que estão na altura do peito. Porém, a base reta e o desfiado em dégradé com tesoura a partir da boca ajudam a definir os cachos e evitam que eles armem muito.

Christine Fernandes


Para viver a bela médica Ariane em Viver a Vida, a atriz cortou os cabelos logo abaixo dos ombros, mantendo a base reta e os fios repicados em camadas, para facilitar a manutenção dos cachos. A franja também foi desfiada a partir do nariz.

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Escova inteligente

Escova inteligente: por que todo mundo quer fazer?
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A nova técnica, que faz a cabeça das famosas como Juliana Paes e Carol Castro, promete respeitar o seu tipo de cabelo: reduzir o volume e alisar os fios, mas não deixá-los chapados, sem movimento (no caso dos crespos, apenas soltar os cachos). Também é indicada para quem fez outras escovas progressivas ou abusou da tintura, pois conta com substâncias que dão mais força e brilho. Quem testou gostou.

“Fiz a escova inteligente para dar um jeito no excesso de volume do meu cabelo. Ele já era mais para o liso, mas tinha umas ondas que armavam, e eu vivia refém da chapinha. Gostei do resultado, ninguém diz que eu passei por um alisamento. Os fios ganharam caimento natural, com muito balanço. Já repeti três vezes e, talvez por meu cabelo ser resistente, não senti que as pontas ressecaram ou abriram. Pelo contrário: deu um superbrilho.”
Fabiana Rodrigues, 27 anos, jornalista

Primeiro, veio o alisamento japonês. Definitivo – só sai conforme o cabelo cresce –, deixava-o esticadinho, mas parecia um capacete (lembra do polêmico look de Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional?) e, com muita química na fórmula, enfraquecia demais os fios. Logo depois, as escovas progressivas (com durabilidade de três a seis meses) pipocaram em todos os salões e fizeram o maior sucesso. Daí, surgiu o alerta sobre o risco do formol para a nossa saúde. E novas substâncias – guanidina, tioglicolato e hidróxido de sódio – entraram na jogada com a tarefa de alisar sem causar irritação, vermelhidão, alergia na pele e no couro cabeludo. Agora a bola da vez é a escova inteligente, sucesso entre as famosas. O método, segundo os cabeleireiros, traz algumas promessas interessantes para as mulheres que não vivem mais sem a progressiva. O principal apelo é agredir menos os fios. Mesmo assim, não dá para dizer que o cabelo, a longo prazo, não sofre danos.

Movimento, força e brilho

“Costumo falar que, em vez de alisamento, essa escova é um tratamento de redução de volume, pois não deixa o visual chapado. Os ondulados ficam lisos, mas com balanço, e os cacheados ganham um anelado solto”, diz Anysio Estevão, hairstylist do salão Piú Bella Capelli, no Rio de Janeiro. Outro ponto positivo é que, com a nova técnica, não há mais a necessidade de ficar três dias sem prender ou lavar o cabelo – quem fez a progressiva tradicional sabe o incômodo que isso causa. “Depois de escovar e passar a chapinha, já podemos molhar a cabeça da cliente, que sai do salão com os fios limpinhos e perfumados”, conta Neide Pereira, cabeleireira do Fashion Clinic, também no Rio de Janeiro. Por fim, a escova inteligente promete um banho de força e brilho ao cabelo graças à fórmula rica em proteína, queratina ou aminoácidos, além de agentes hidratantes como a castanha-do-pará. “Essas substâncias, por terem bastante afinidade com a fibra capilar, são capazes de reconstruir os fios, deixando-os mais resistentes e brilhantes”, defende Everton de Freitas, químico da Vital Especialidades, empresa que desenvolve princípio ativo para cosméticos, em São Paulo. “É por isso que o método se torna compatível com o cabelo que está fragilizado por excesso de tintura ou por outro tipo de alisamento”, completa Tony Sant’anna, cabeleireiro do Club Capelli, no Rio de Janeiro.

O mistério da fórmula

Descobrir qual o ativo responsável pelo efeito liso das escovas inteligentes pode virar uma missão impossível. Cada salão usa uma marca diferente (muitas desconhecidas) e, não raro, os cabeleireiros insistem em dizer que não há química alguma no processo – sem falar que ainda existe a prática em que o próprio profissional adiciona formol no produto para dar um resultado mais liso e duradouro! O fato é que não existe milagre da transformação. O químico Everton de Freitas até arriscou um teste: formulou uma escova apenas à base de substâncias reconstrutoras, como a carbocisteína, e, então, experimentou numa voluntária, fazendo o mesmo processo de uma escova inteligente. “Infelizmente, durou apenas cinco dias”, conta. “Se não tem formol, a fórmula precisa conter outro componente químico para alterar a estrutura do fio”, diz Emiro Khury, cosmetologista de São Paulo. De qualquer forma, alguns profissionais juram que a escova inteligente danifica menos o cabelo do que as versões anteriores. Mas não vale abusar, desrespeitando o intervalo de dois a três meses entre os retoques. Recomenda-se, ainda, fazer uma manutenção com xampus, condicionadores e máscaras específi cos para fios que passaram por algum processo químico, além de tratamentos como uma hidratação profunda ou a reconstrução térmica. E, aí, ficou animada?

Boa Forma

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Cabelos Lisos perfeitos

Mais que uma tendência, cabelos lisos viraram estilo de vida. Definitivas ou temporárias, as escovas andam fazendo a cabeça de mulheres de várias idades e classes sociais. De acordo com os Laboratórios Garnier (L’Oreal), com dados da U&A Haircare (2006), sete em cada dez brasileiras desejam livrar-se das ondas e cachos. Confira as novidades na área, sem deixar de fora esclarecimentos importantes para não entrar numa roubada na hora de cuidar das madeixas.

O cabeleireiro e consultor Nonato França, que atende celebridades como Ana Paula Arósio, Glória Maria e Zezé Polessa, no salão carioca Ophicina do Cabelo, dá orientações importantes. Ele afirma que, antes do alisamento, é preciso fazer uma hidratação, a fim de preparar os fios para receber a química. Para os cabelos étnicos e afros, o que mais tem sido feito são os alisamentos cáusticos. Já os ideais para cacheados e lisos são as escovas marroquina e inteligente, que têm preços a partir de R$ 300.

Um alerta: os cabelos descolorados tendem a “espichar” com o alisamento. Fora eles, todos os outros tipos de cabelo podem ser alisados. Se os seus fios foram pintados, aí a coisa muda de figura. “Gosto de fazer alisamentos após realizar uma coloração, pois com as cutículas abertas o efeito é potencializado”, justifica Nonato.

A escova marroquina, que virou febre, deve ser escolhida por quem quer apenas reduzir as ondulações. “Esse procedimento hidrata, mas não alisa radicalmente e deixa um efeito bastante natural”.

Cuidados

E depois do alisamento, como cuidar? Segundo especialistas, a cauterização e a neutralização são quase obrigatórios como tratamentos complementares. Isso sem falar, claro, no uso de xampus e condicionadores de qualidade. “Uma ótima receita para recuperar os fios quando estiverem perdendo o brilho é misturar uma colher de vinagre branco vegetal com uma colher de creme e aplicar por cinco minutos. O efeito é um cabelo sem escamas, com muito brilho e saúde”, recomenda o profissional da Ophicina do Cabelo.

A periodicidade mínima para repetir um alisamento, se os cabelos forem grisalhos (e dependentes de coloração desde a raiz), é de 30 dias. Os demais podem ser alisados de dois em dois meses. Quanto à duração do alisamento, não existe uma média de tempo, tudo depende do crescimento da raiz, o que é muito individual. Ao optar pelos lisos, recomenda-se recorrer a um profissional do ramo em vez de fazer o serviço sozinha com produtos comprados na farmácia. “Eles podem oxidar e desidratar os cabelos”, alerta Nonato.

Se você tem receio dos alisamentos definitivos, escolha a escova comum, mas preste atenção nas tendências. A modelada, com as pontas levemente onduladas, estilo Gisele Bündchen, nunca saem de moda e resultam num visual superchique, que fica bem no dia a dia ou em festas. Verifique no salão se o produto termoativador é de qualidade. Quanto melhor o creme utilizado antes da escova, mais duradouro será o alisamento.

Antenada com a preferência da mulherada, a Garnier Fructis desenvolveu duas novidades: o Liso Absoluto e o Liso Absoluto Escova. Esse último tem fórmula termoprotetora que fortalece e protege os fios do calor e da umidade, garantindo uma escova duas vezes mais rápida. O uso dos produtos prolonga o efeito liso por até duas vezes mais. Se você já tem as madeixas lisas, a linha Fructis Liso Absoluto controla o frizz e disciplina os fios rebeldes, mesmo se houver umidade. A gama completa tem xampu, condicionador, creme para pentear e creme de tratamento. Veja fotos.

Formol, pode ou não pode?

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não são registrados alisantes capilares que tenham como base o formol em sua fórmula. A substância só tem uso permitido em cosméticos nas funções de conservante (limite máximo de 0,2%). Existem outras substâncias, porém, que podem ser utilizadas nesses procedimentos. Tioglicolato de amônio, carbonato de guanidina, hidróxidos de sódio, de potássio, de cálcio e de lítio são alguns deles.

A escova Glinet, por exemplo, é uma inteligente com pouca química, que alisa por cerca do um mês, além de hidratar e recuperar os cabelos. Por isso é recomendada para os menos crespos. No salão Scenario, da Vila Madalena, em São Paulo, o preço do procedimento varia de R$ 150 a R$ 450. Além da Glinet, o alisamento Photon Hair, feito com uso de uma caneta de luz fotônica, que potencializa a absorção do alisante, tem feito sucesso. Uma das vantagens é a duração maior que a das progressivas comuns, podendo chegar a seis meses. Isso sem falar que os cabelos não ficam artificiais, podem ser modelados com facilidade.

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